Sobre o Auditório

O Auditório Claudio Santoro é o principal palco do maior evento da música erudita da América Latina.

Localizado em Campos do Jordão (SP), o Auditório tem seu surgimento e sua trajetória institucional ligados ao Festival de Inverno de Campos do Jordão Dr. Luís Arrobas Martins.

Além de ser uma obra-prima da arquitetura e um espaço cultural privilegiado, ele conta também com 814 assentos e uma infraestrutura invejável para os bastidores, com elevador de cargas, 2 salas de produção, 3 camarins individuais e 2 coletivos, alojamentos e área administrativa.

No Auditório, você tem a oportunidade de apreciar uma apresentação, ao redor de belas paisagens.

Estrutura

Gian Carlo Gasperini, o italiano que vivia aqui no Brasil, foi o arquiteto por trás do grande projeto, junto de seus sócios Plínio Croce e Roberto Aflalo. Contaram ainda com a colaboração de Orfeu Zamboni e Igor Srenevzky para o maravilhoso projeto de acústica.

O Auditório tem a sala em formato de anfiteatro, utilizando-se do desnível natural do terreno para a localização da plateia, com cobertura em laje quadrada, em concreto aparente e apoiada em quatro pilares com fechamento lateral em vidros, permitindo um contato com o ambiente externo e integração e contemplação da natureza exuberante do lugar.

As instalações do palco e de serviços estão localizadas anexas à plateia, cuja parte superior destina-se ao foyer, formando uma esplanada com a cobertura.

Ligação histórica com o Festival de Inverno

O Auditório Claudio Santoro é parte integrante da história do Festival de Inverno, que teve início em 1970, no Salão Nobre do Palácio Boa Vista (residência de inverno do governador do estado de São Paulo, inaugurada em 1964), com recital de piano de Magdalena Tagliaferro em sua primeira edição.

Em pouco tempo o Festival cresceu e foi necessário definir um novo local para acolher os concertos e, assim, o terreno próximo ao Palácio foi escolhido.

Programação cultural pública e diversificada

Embora o objetivo principal do nascimento do Auditório fosse receber os concertos e recitais, devido à sua tradição erudita pela realização do Festival de Inverno de Campos do Jordão em seu palco, a ACAM Portinari entende o espaço como um veículo fundamental de integração com a cidade de Campos do Jordão e toda a região do Vale do Paraíba, considerando a sua expansão de programação de atividades artísticas.

Por conta disso, a Organização Social propõe uma política pública para o Auditório, em consonância com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, que reforce o seu caráter público, atraindo e formando novos frequentadores, para transformá-lo num local em que o cidadão jordanense e demais visitantes possam aproveitar de uma diversificada programação cultural.

Origem

Com início das obras de construção em 1975, o então Auditório Campos do Jordão foi inaugurado em 1979, e em 1989 teve seu nome alterado para Auditório Claudio Santoro, em homenagem ao maestro falecido nesse mesmo ano, primeiro regente titular da Orquestra Sinfônica de Brasília, reconhecido internacionalmente como grande compositor de música erudita contemporânea, com um importante acervo musical de cerca de quinhentas obras.

Sempre a cargo da própria Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, com o novo modelo de gestão de equipamentos e programas culturais no âmbito estadual adotado pelo governo de São Paulo, a gestão do Auditório passou a ser realizada em parceria com Organizações Sociais de Cultura.

Integrados para fins de gestão, o Museu Felícia Leirner e o Auditório Claudio Santoro estão atualmente sob responsabilidade da ACAM Portinari — Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari, localizada em Brodowski, interior do estado de São Paulo.

Nosso objetivo

A proposta atual prevê uma utilização mais intensiva do espaço, com a elaboração e efetivação de um Calendário Anual que contenha, além do tradicional Festival de Inverno, no mês de julho, eventos que lhe permitam atuar de forma criativa e democrática, incluindo parcerias com curadores, prefeituras, universidades e instituições afins, além de estabelecer um diálogo com músicos, artistas e produtores culturais.

O principal objetivo é que o Auditório e o Museu assumam um papel protagonista, promovendo o fortalecimento do intercâmbio com grupos culturais diversos e com a população local e os demais visitantes.

Claudio Santoro

Claudio Franco de Sá Santoro nasceu em Manaus (AM), em 1919, e foi um dos mais inquietos e polivalentes músicos de seu tempo. Menino prodígio, inspirado criador e brilhante intérprete, dinâmico organizador, lúdico pedagogo e incansável pesquisador, desenvolveu nacional e internacionalmente intensa atividade como compositor, regente, professor, organizador, administrador, articulista, jurado, representante brasileiro em conferências e organizações internacionais, e convidado de diversos governos e instituições estrangeiras.

Santoro recebeu inúmeras premiações e condecorações, nacionais e internacionais, entre elas o título de Doutor Honoris Causa, concedido pela Universidade de Brasília, em 2005. Foi fundador e Maestro Titular das Orquestras de Câmara da Rádio MEC e da Universidade de Brasília, das Orquestras Sinfônicas da Rádio Clube do Brasil e do Teatro Nacional de Brasília; Professor Titular, Coordenador para os Assuntos Musicais, Diretor e Organizador do Departamento de Música da Universidade de Brasília; Presidente da Ordem dos Músicos do Brasil (Seção Brasília); Diretor Musical da Fundação Cultural do Distrito Federal; Membro do Conselho Diretor do Conselho Interamericano de Música (OEA); Organizador e Diretor do Centro de Difusão e Informação para a música da América Latina junto ao Instituto de Estudos Comparativos da Música e Documentação (Berlim Ocidental); Membro da Academia Brasileira de Música, da Academia Brasileira de Artes e da Academia de Música e Letras do Brasil, da qual foi Presidente. Entre 1970 e 1978 foi, por concurso, Professor de Regência e Composição, Diretor da Orquestra e do Departamento de Músicos de Orquestra da Escola Estatal Superior de Música Heidelberg Mannheim, na Alemanha Ocidental. Foi regente convidado das mais importantes orquestras sinfônicas do Brasil e do mundo.

Claudio Santoro faleceu em março de 1989, em Brasília, regendo durante o ensaio geral do 1º concerto da temporada, que seria em homenagem ao Bicentenário da Revolução Francesa. Sua atuação em níveis artístico, educacional e político, foi marcante e influenciou várias gerações. Deu vida a inúmeras organizações de caráter musical ou pedagógico.

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Após sua morte, o Governo de São Paulo baixou decreto dando ao Auditório de Campos de Jordão o nome de Claudio Santoro. Em setembro de 1989, o Senado Federal promulgou Lei que denominou de Teatro Nacional Claudio Santoro o até então Teatro Nacional de Brasília.

Fonte e mais informações: www.claudiosantoro.art.br